Ciclo Brincar

O Ciclo Brincar propõe o exercício do cinema como uma brincadeira, uma ferramenta de apreensão das pequenas narrativas e subjetividades que povoam o nosso cotidiano. Assim, aguçamos nossa sensibilidade para mapear o entorno de onde moramos, descobrir os espaços de vizinhança, observar os movimentos da rua, coletar os sons dos trajetos, fabular sobre nossas próprias histórias etc. As imagens e sons ganham, então, um outro sentido. Abre-se a possibilidade para diversas montagens e composições, fazendo do cotidiano um terreno fértil para a invenção.

Ciclo Trabalho

Neste ciclo, os gestos do trabalho são o mote para as práticas audiovisuais. Investigamos os trabalhos tradicionais realizados na região com um enfoque maior nos ofícios ocupados por mulheres. Nesse sentido, as oficinas abordam problemáticas sobre como filmar corpos em situação de trabalho, a relação ética entre quem filma e quem é filmado, as possibilidades estéticas de construção narrativa com o outro, a investigação dos diferentes tipos de abordagens documentais e a reflexão sobre conceitos com real e ficção. Para além do conceito de trabalho como uma atividade laboral, entendemos o trabalho aqui como um exercício corporal, uma coreografia de gestos, uma experimentação física de nossa presença coletiva no espaço.

Ciclo Terra

No Ciclo Terra, investigamos a relação do audiovisual com as práticas ligadas ao cultivo da terra e ao território rural. O cinema como uma forma de aproximar-se dos saberes tradicionais que existem na região. Redescobrir os quintais produtivos, as farmácias vivas, conversar com agricultores e agricultoras, artesãos e artesãs, curandeiras, buscar as lendas e fábulas que habitam o imaginário local. A terra como um lugar de permanência e de preservação da identidade e do imaginário de uma comunidade. Ao cultivar nossas memórias, escrevemos nossas próprias histórias.